Direção elétrica ou hidráulica: qual a melhor opção?

Direção elétrica e volante com base achatada

Impacto no valor do automóvel, conforto na hora de dirigir, facilidade no funcionamento e questões técnicas. Esses são alguns pontos de atenção que o consumidor deve ter na hora de escolher um carro e ficar na dúvida sobre direção elétrica ou hidráulica. É o que chama atenção Diego Fischer, CEO da startup Carupi, de compra e venda de automóveis 100% online.

Volante do Nivus, direção elétrica

O especialista aponta que em uma lógica de engenharia, a hidráulica é mais complexa, pois exige mais manutenção, afinal para deixar o comando mais leve é preciso bomba hidráulica, fluido, válvula de rotação, tubulações e reservatório.

“Talvez o motorista não sinta muita diferença na hora de dirigir. No entanto, um dos pontos a favor da direção elétrica é que ela exige menos manutenção. Além disso, não precisa de nenhum fluido ou bomba para movimentar as rodas. Seu funcionamento está relacionado a uma série de sensores que detectam a posição do volante e das rodas e enviam informação para uma central eletrônica. Essa central comanda um motor elétrico que está acoplado a uma coluna de direção e assume todo o esforço, dando mais conforto para quem dirige” , observa Diego.

Direção hidráulica

Ele complementa que o ponto negativo da direção elétrica é que seu custo não é dos mais acessíveis, podendo encarecer os veículos ou exigir um alto valor para reparação, quando ocorrer uma falha.

Já a grande vantagem de ter uma hidráulica em um veículo é sua leveza. “O volante fica muito mais leve para controlar, ou seja: é muito mais fácil dominá-lo e conduzi-lo adequadamente,” aponta.

Direção elétrica e volante multifuncional: muita tecnologia embarcada

Outros fatores que devem ser levados em consideração são os acessórios. A hidráulica, para funcionar, precisa do uso de óleo, mangueiras, polias e correias, enquanto a elétrica não requer nenhum. Além disso, é importante se atentar para a necessidade da troca de óleo.

Na direção elétrica, por exemplo, não há óleo no sistema, portanto, não é necessário fazer nenhuma troca. Já na hidráulica deve ser trocado, em média, a cada 50 mil quilômetros. O consumo de combustível também é um importante ponto de atenção para as pessoas que buscam por um carro mais econômico. Nesse caso, a escolha pela elétrica consegue representar uma maior economia de até 5%.

“Assim como acontece com muitos outros fatores ligados aos automóveis, é sempre difícil afirmar com certeza qual dos tipos de direção existentes hoje em dia é o melhor. Existem pessoas que se adaptam mais a uma do que a outra, portanto, cabe a cada consumidor fazer sua própria escolha, levando em consideração os pontos citados a cima,” finaliza Diego

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